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terça-feira, 22 de março de 2011

Home sweet home: Brasil!

Meu Brasil Brasileiro
Mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor...

Viajar é bom de mais, novos ares, novas culturas, cheiros, sabores diferentes, idiomas... mas sou muito brasileiro e essa é, assim como nos versos da Aquarela do Brasil, a terra do meu amor. Quando voltamos após um tempinho longe nem nos lembramos dos problemas, corrupção, BBB e todas as notícias de desgraças que vemos na internet e TV todos os dias. Já estou de volta a mais de 2 meses e agora que voltei a ter tempo para documentar algo sobre a volta. Acho que melhor que passear e conhecer lugares novos é essa lua de mel.

Cataratas de Foz do Iguaçu

Gastar tempo com as pessoas que gostamos, matar as saudades, comer aquelas comidinhas que nem damos muito valor quando temos acesso a elas todos os dias, colocar o papo em dia (histórias para contar é que não faltam) e poder falar a língua mãe.

E as formaturas continuam...

O novo integrante da família: Tobias.

Caipirinha.

Carne!!! Churrasco, aí sim.

Os "cinco porquinhos".

E a vida começa a voltar nos trilhos...

                                                             ... também fico feliz por isso.

Na verdade, acredito que tudo passa a ter mais valor depois de uma experiência no exterior, principalmente na Índia. Lembram daquela pergunta: “Por que Índia?”, na época não tinha a resposta exata, agora posso afirmar com toda a convicção e experiência que vivi nos seis meses por lá: “Porque a Índia é incrível!”

E sempre que penso na “Incredible India”, lembro da reportagem do jornal australiano The Australian escrito sobre a Índia por uma repórter que vive lá, já falei sobre esse texto aqui no blog (clique aqui para ver a matéria em inglês) e aquela foi uma das melhores descrições da Índia que já li. Onde a repórter descreve que um dia a Índia te empurra e em seguida te abraça com carinho e amor, viver lá é mais ou menos assim. Um dia todo aquele barulho do trânsito transtorna sua cabeça para sempre e logo em seguida os sons dos carros e buzinas parecem uma engraçada e interessante sinfonia. Quem vai entender isso? Isso e muito mais torna a Índia tão incrível.

Agora, confesso que quando cheguei - fui recepcionado pelos meus pais, minha namorada e minha cunhada às 7 da manhã em plena segunda feira (cunhada é para essas coisas também!) - ficamos no transito em São Paulo por mais ou menos duas horas, em um trajeto que normalmente dura não mais que uma, aquele foi o transito mais calmo e tranquilo que lembro ter ficado em toda minha vida. Estar de volta também é incrível!

Pôr do sol no lado da Argentina.

Rio Paraná.

Dourado - 'praga' da pesca no Paraguay/Argentina...

... e o Pintadão.

Aí sim! Uma dica para quem está pensando em fazer intercâmbio: FAÇA! Se tiver a oportunidade abrace com força, se não tiver oportunidade crie uma.

Pensei bastante se iria continuar ou não o blog, cheguei a conclusão que tenho umas curiosidades para compartilhar. Por isso, com menos freqüência, vou colocando algumas coisinhas por aqui.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sul da Índia (com a Larissa)

Após da longa recessão de postagens, desta vez no Brasil, vou colocar as últimas atualizações sobre a Índia e depois sobre o Nepal. No Natal e Ano Novo a Larissa e eu fomos para o Sul, esta foi minha primeira vez por lá. As partes mais turísticas do Sul são os estados de Kerala e Goa, famosos pelas praias. Como praia boa temos no Brasil escolhi o outro lado da Índia, o estado de Tamil Nadu, onde fica a cidade de Chennai. E esta foi a primeira cidade que conhecemos.

Antes de voarmos para Chennai, mostrei para a Larissa alguns pontos turísticos mais por perto. Começando pelo Lotus Temple, Indian Gate, Sarojini Nagar Market, Iskcon Temple, Hard Rock Café e terminando em Agra para ela conhecer o famoso Taj Mahal. Aqui por Déli foi tudo tranquilo, quanto à experiência de ir para Agra de trem, essa não foi a melhor. Tudo o que aconteceu é normal do meu "ponto de vista indiano", mas estava preocupado por ela. O trem atrasou, a viagem demorou mais que o esperado, não achamos "bom" banheiro na cidade, o padrão de higiene dos restaurantes etc. Durante a viagem fiquei um pouco preocupado. Depois ela me disse que gostou - experiência única.






Na estação de trem.

Pegamos o vôo em Déli e fomos para Chennai, na verdade perdemos o primeiro vôo porque estávamos muito cansados da viagem para Agra. Remarcamos a passagem e fomos para Chennai no dia seguinte. Chegando lá fomos procurar saber informações para comprarmos passagem de trem, todos os trens estavam lotados. Sem alternativa pegamos um taxi e fomos para Punducherry, a experiência de viajar em um Tata Indica por pouco mais de duas horas não foi a mais confortável, ele é baixo, pequeno e não muito rápido.

Dormimos em Punducherry e passamos o dia por lá. Arrumamos um autorickshaw guia e conhecemos um templo de Ganesh, onde havia um elefante de verdade abençoando aqueles que faziam uma doação, fomos a uma praia por lá e terminamos o tour em um restaurante de comidas do mar.







No fim do dia pegamos outro taxi para irmos para Kodaikanal. Esta cidade foi recomendada por um professor e um amigo que já estiveram por lá. Tínhamos reserva em um hotel (Villa Retreat) e chegamos lá era de madrugada.

Kodaikanal é uma das poucas cidades do Sul que tem clima frio durante o inverno, geralmente os climas do sul da Índia são três: quentinho, quente e muito quente. A cidade é alvo principalmente de turistas indianos, foi uma experiência diferente, inclusive para mim. Geralmente as cidades turísticas são cheias de estrangeiros, em Kodaikanal eram poucos. A cidade tem um lago bonito, alguns pontos elevados com vista para a cidade, restaurantes indianos para indianos (são diferentes de restaurantes indianos para estrangeiros), alimentamos macacos, assistimos a modesta queima de fogos da virada do ano e dia primeiro fomos para Madurai. Outra grande cidade do estado.

No hotel em Kokaikanal.


Vista do hotel.





Ceia de fim de ano.

Em Madurai conhecemos o maior complexo de templos Hindu que já vi, com mais de seis hectares e 12 templos o Minakshi Sundareshvara Temple é formado por coloridos templos dedicados às Deusas Shiva e sua companheira Parvati. Antes tentamos conhecer o museu de Gandhi, mas estava fechado. Voltamos para Chennai de ônibus, a viagem foi tranqüila e confortável.




Comida típica do sul, servida em foha de banana.

Chegando de volta em Chennai, desta vez com mais tempo, visitamos alguns pontos turísticos como uma interessante praia onde as mulheres usam Sári e os homens com calça jeans sob um calor de quase 30° C. Conhecemos também a primeira casa de gelo do sul da Índia construída por um americano que importava gelo dos EUA para vender na Índia e vimos uma exposição de fotos de Swami Vivekananda () que fica no mesmo lugar. Conhecemos ainda uma igreja que foi construída sobre o túmulo de um dos discípulos de Jesus Cristo, a basílica de Santo Thomas. Só existem três basílicas construídas sobre o túmulo de discípulos de Jesus no mundo, uma em Roma, outra na Espanha e esta na Índia.





De volta em Déli, aproveitamos um dia para descansar e recarregar as energias (Thums Up – Eat Pray Love) e no dia seguinte a Larissa deixou Nova Déli de volta para o Brasil. Foi triste despedir dela de novo, mesmo sabendo que nos veríamos em alguns dias de novo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Presente de Natal

Meu presente chegou bem!


Já fomos visitar alguns lugares, quando tivermos mais tempo coloco mais fotos e comentários. Aqui está uma foto nossa no Taj Mahal:


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Udaipur - Rajasthan

Após um longo e cansativo trajeto de carro, serra, animais na pista, pessoas, buzinas etc: chegamos em Udaipur! Um episódio que sempre lembro foi quando o motorista parou para fazer algum reparo no carro (isso sempre acontece), aproveitei o tempinho para esticar as pernas um pouco e comprei um “Chai”, quando cheguei de volta no carro o motorista não tinha terminado o reparo mas ele ficou nervoso e falou para eu jogar fora o “Chai”. Perguntei por que e ele disse que aquele “Chai” não era bom, falou que em cinco quilômetros nós iríamos parar no “Super Chai”. O jeito que ele falou, além de engraçado, me convenceu. Nem experimentei e joguei aquele fora. Quando paramos no “Super Chai”, fui surpreendido novamente: aquele foi o melhor “Chai” que tomei aqui na Índia. No fim o agradeci e falei que as cinco rúpias jogadas fora valeram a pena.

Vista para o Palácio no Lago.

Este é o lugar onde vendem o "Super Chai".

E esse é o "Super Chai". Foto Ji.

 Sem dúvida fechamos a viagem com chave de ouro. Udaipur é um oásis no deserto, conhecida como a “Cidade dos Lagos”, o clima da cidade é outro, com paisagem verde e construída às margens de grande lagos e represas, decidi só andar pela cidade e em volta dos lagos em vez de conhecer os pontos turísticos, como o palácio no meio da cidade, o palácio no lago e vários templos. Aluguei uma Scooter e conheci quase todas as estreitas ruas da cidade, a torre relógio e rodei em volta do lago Fateh Sagar.







A experiência de dirigir na Índia foi engraçada e única. Primeiro porque aqui eles usam a “mão inglesa” (circulação pela esquerda), o que é muito estranho para quem é acostumado a dirigir pela direita e, segundo, porque percebi que é realmente impossível dirigir aqui sem usar a buzina. Como ninguém usa os retrovisores é sempre necessário buzinar para avisar que está chegando, foi divertido.

Foto: Mana




E assim termina a viagem pelo Rajasthan, com uma palavra: “Fantástico!”. Nesses dias comentei sobre as duas últimas cidades que visitei no Rajasthan e na próxima semana dificilmente colocarei novidades, daqui a pouco vou receber a Larissa (que saudades...) no aeroporto. Vamos passar o Natal aqui e na próxima semana vamos para Tamil Nadu, um estado no Sul da Índia. Mais fotos do Rajasthan e da Índia, clique aqui.

Foto: Mana

Aproveito para desejar Feliz Natal para todos e que tenhamos um ótimo Ano Novo! ‘Teeke’?