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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sul da Índia (com a Larissa)

Após da longa recessão de postagens, desta vez no Brasil, vou colocar as últimas atualizações sobre a Índia e depois sobre o Nepal. No Natal e Ano Novo a Larissa e eu fomos para o Sul, esta foi minha primeira vez por lá. As partes mais turísticas do Sul são os estados de Kerala e Goa, famosos pelas praias. Como praia boa temos no Brasil escolhi o outro lado da Índia, o estado de Tamil Nadu, onde fica a cidade de Chennai. E esta foi a primeira cidade que conhecemos.

Antes de voarmos para Chennai, mostrei para a Larissa alguns pontos turísticos mais por perto. Começando pelo Lotus Temple, Indian Gate, Sarojini Nagar Market, Iskcon Temple, Hard Rock Café e terminando em Agra para ela conhecer o famoso Taj Mahal. Aqui por Déli foi tudo tranquilo, quanto à experiência de ir para Agra de trem, essa não foi a melhor. Tudo o que aconteceu é normal do meu "ponto de vista indiano", mas estava preocupado por ela. O trem atrasou, a viagem demorou mais que o esperado, não achamos "bom" banheiro na cidade, o padrão de higiene dos restaurantes etc. Durante a viagem fiquei um pouco preocupado. Depois ela me disse que gostou - experiência única.






Na estação de trem.

Pegamos o vôo em Déli e fomos para Chennai, na verdade perdemos o primeiro vôo porque estávamos muito cansados da viagem para Agra. Remarcamos a passagem e fomos para Chennai no dia seguinte. Chegando lá fomos procurar saber informações para comprarmos passagem de trem, todos os trens estavam lotados. Sem alternativa pegamos um taxi e fomos para Punducherry, a experiência de viajar em um Tata Indica por pouco mais de duas horas não foi a mais confortável, ele é baixo, pequeno e não muito rápido.

Dormimos em Punducherry e passamos o dia por lá. Arrumamos um autorickshaw guia e conhecemos um templo de Ganesh, onde havia um elefante de verdade abençoando aqueles que faziam uma doação, fomos a uma praia por lá e terminamos o tour em um restaurante de comidas do mar.







No fim do dia pegamos outro taxi para irmos para Kodaikanal. Esta cidade foi recomendada por um professor e um amigo que já estiveram por lá. Tínhamos reserva em um hotel (Villa Retreat) e chegamos lá era de madrugada.

Kodaikanal é uma das poucas cidades do Sul que tem clima frio durante o inverno, geralmente os climas do sul da Índia são três: quentinho, quente e muito quente. A cidade é alvo principalmente de turistas indianos, foi uma experiência diferente, inclusive para mim. Geralmente as cidades turísticas são cheias de estrangeiros, em Kodaikanal eram poucos. A cidade tem um lago bonito, alguns pontos elevados com vista para a cidade, restaurantes indianos para indianos (são diferentes de restaurantes indianos para estrangeiros), alimentamos macacos, assistimos a modesta queima de fogos da virada do ano e dia primeiro fomos para Madurai. Outra grande cidade do estado.

No hotel em Kokaikanal.


Vista do hotel.





Ceia de fim de ano.

Em Madurai conhecemos o maior complexo de templos Hindu que já vi, com mais de seis hectares e 12 templos o Minakshi Sundareshvara Temple é formado por coloridos templos dedicados às Deusas Shiva e sua companheira Parvati. Antes tentamos conhecer o museu de Gandhi, mas estava fechado. Voltamos para Chennai de ônibus, a viagem foi tranqüila e confortável.




Comida típica do sul, servida em foha de banana.

Chegando de volta em Chennai, desta vez com mais tempo, visitamos alguns pontos turísticos como uma interessante praia onde as mulheres usam Sári e os homens com calça jeans sob um calor de quase 30° C. Conhecemos também a primeira casa de gelo do sul da Índia construída por um americano que importava gelo dos EUA para vender na Índia e vimos uma exposição de fotos de Swami Vivekananda () que fica no mesmo lugar. Conhecemos ainda uma igreja que foi construída sobre o túmulo de um dos discípulos de Jesus Cristo, a basílica de Santo Thomas. Só existem três basílicas construídas sobre o túmulo de discípulos de Jesus no mundo, uma em Roma, outra na Espanha e esta na Índia.





De volta em Déli, aproveitamos um dia para descansar e recarregar as energias (Thums Up – Eat Pray Love) e no dia seguinte a Larissa deixou Nova Déli de volta para o Brasil. Foi triste despedir dela de novo, mesmo sabendo que nos veríamos em alguns dias de novo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Presente de Natal

Meu presente chegou bem!


Já fomos visitar alguns lugares, quando tivermos mais tempo coloco mais fotos e comentários. Aqui está uma foto nossa no Taj Mahal:


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Churrasco!


Essa é para quem pensou que ninguém come carne aqui na Índia. Na verdade, aqui em Déli é bastante comum achar restaurantes com carne de frango, alguns vendem carne de porco, poucos vendem carne de peixe e, definitivamente, todos têm comida vegetariana.

Essa semana eu tinha combinado de ir a um restaurante brasileiro (só para variar) com alguns colegas da escola, o restaurante fica em outro estado, Haryana, na cidade de Gugaon, uma cidade vizinha e é possível ir de metro, aproximadamente 40 minutos.

Achei esse restaurante na internet (Wildfire), liguei para fazer reserva porque estávamos em dez pessoas, perguntei o preço, só para ter uma idéia e fiquei assustado: Rs 2.300,00 (Rupias) por pessoa, não incluso bebida - isso é equivalente a mais ou menos R$ 100,00 (Reais). Tem muita gente aqui que ganha um pouco mais que esse montante por mês. Não foi dessa vez que comi uma picanha aqui na Índia.

Porém... e sempre tem um porém, desde que cheguei aqui já experimentei dois tipos de churrasco diferentes, indiano e americano.



Essa primeira foto eu tirei em Manali, um ambulante que vende churrasco de frango, a segunda eu tirei em um festival que fui duas semanas atrás, o frango no espeto estava gostoso, mas melhor mesmo foi o churrasco americano que fui na semana do Commonwealth Games: hambúrguer no ponto, bacon e cerveja alemã. Nada como dinheiro e influência diplomática, não minha, do anfitrião.




Gosto de comida indiana e como os currys apimentados quase todos os dias, mas nada como um churrasquinho à moda brasileira (ou argentina), uma feijoada, porco paraguaio, tutu de feijão, caipirinha com limão taiti...

sábado, 23 de outubro de 2010

Incredible India

Esse é o slogan do governo da Índia para o próprio país, errados? Não acho que sim, estas duas palavras expressam juntas a melhor resposta para tudo que tenho visto e vivido aqui.

Hoje li uma reportagem sensacional de uma repórter australiana (Catherine Taylor) que vive em Mumbai, ela vive na Índia há quase três anos, não tenho dúvidas que tenha passado por inusitadas experiências deste lado do globo, a reportagem é do The Australian (clique aqui para ver), ela expressa como poucos o que é viver na Índia, só estou aqui há três meses e quando li o artigo consegui imaginar as situações e as emoções que ela descreve.

Uma coisa é certa, inclusive já conversei sobre isso com alguns aqui, Incredible Índia não é para todos. Não gosto de parecer cidadão de país desenvolvido comparando e apontado as diferenças entre a Índia e meu país e nem tenho esse direito, afinal, meu país está em desenvolvimento e não gosto de comparar desta maneira, existem muitas razões religiosas, culturais e sociais por trás destas diferenças.

Assim como a Índia, o nosso Brasil tem muitos problemas e defeitos, que seriam facilmente resolvidos se comparados com os problemas que a Índia enfrenta, aqui eles falam mais de 1.600 diferentes línguas, as diferentes religiões não se toleram, eles vivem em guerra com alguns países vizinhos, terrorismo, sistema de castas, tudo isso deixa nosso país em vantagem em relação à Índia, certo? Não posso afirmar isso porque temos problemas em comum que podem atrasar ainda mais ambos os países rumo ao desenvolvimento, a pobreza e a corrupção são os que lembro agora. Antes que eu comece falar da corrupção política, vou voltar para o artigo, esse tipo de corrupção não é novidade para nós.

Além das situações que a repórter conta, a maneira como ela explica os sentimentos pela Índia é hilário, uma hora ela é sufocada pelo cuidado que a “Índia” tem com ela, outrora a “Índia” lhe dá um pontapé e de novo ela é abraçada com carinho. Tenho certeza que é mais fácil entender quando se vive a experiência.

Um exemplo próprio e recente foi esta semana, peguei alguma virose e pensei que era a tal da dengue de novo, sempre que essas coisas inesperadas acontecem o pensamento de “O que eu estou fazendo aqui?” vem à cabeça e com a mesma facilidade que vem, vai embora. Simples assim, por quê? Incredible India!

Abaixo coloquei algumas fotos dos festivais que aconteceram por aqui semana passada, neste próximo mês muitos festivais e casamentos acontecerão.






sábado, 16 de outubro de 2010

Commonwealth Games 2010 - II

Antes de ontem foi o encerramento dos Commonweath Games, eu fui ver a cerimônia no Jawaharlal Nehru Stadium Complex. A cerimônia durou mais de três horas, cheguei ao estádio por volta das 18:30 h. e o evento começou às 19 h. Por mais que pareça estranho, o show começou na mesma hora que estava escrito no bilhete, isso não e muito comum aqui na Índia, atrasos são considerados como normais.

O dia estava muito quente e acho que mais de dois quilômetros em volta do estádio estava fechado, só entrava quem tinha bilhete, zero carros, algumas pessoas, acho que a organização foi bem feita, assim como a segurança. Na verdade, a cidade parecia que estava em guerra, há algumas semanas um monte de policiais ficava com seus fuzis atrás de bunkers feitos de sacos de areia, observando o movimento e prontos para agir contra o terrorismo. Nenhum atentado terrorista ocorreu nessas semanas, diferente do que muita gente pensava, para alívio da maioria.





Por mais de uma hora tivemos que esperar os atletas entrarem e outra hora para escutar os políticos falarem, o próximo País a sediar os jogos teve uma participação (Escócia) e algumas coreografias indianas foram apresentadas, o show de luzes e laser foi bonito e para encerrar uma apresentação típica de Bollywood Movies, eles misturam musicas famosas em Inglês com músicas em Hindi e um monte de pessoas dançam com os mesmos passos, muitos falaram que não foi tradicional, mas foi bonito.








Muitas coisas mudaram aqui em Déli nas últimas semanas, algumas pessoas foram mandadas de volta para suas cidades natais, outras tiveram que parar de trabalhar, como o caso dos vendedores ambulantes e cozinheiros que trabalham nas ruas.

E adivinhem o que aconteceu hoje? Todos os ambulantes estavam nas ruas de novo e o lixo que eles deixam é facilmente notado. Os policiais sumiram das ruas e tudo vai voltando ao normal, infelizmente é assim que as coisas funcionam, tanto aqui na Índia, quanto ai no Brasil.